Depoimentos
  • Depoimento-Aluar de Oliveira Pinto
  • Caso: Antônio Carlos Weiss

                       Naquela ocasião, estava no consultório, atendendo minhas consultas. Eu sabia que o Seu Nico, ou Antônio Carlos Weiss, tinha sido operado de uma lesão tumoral do intestino e, também sabia que estava evoluindo bem.

                      Certo dia,bateram em meu consultório e ao atender, Dona Alcione, esposa do Seu Nico, e seu filho, pediram que eu fosse rápido atende-lo que ele estava passando mal ou morrendo.

                     Rapidamente subi ao andar superior do hospital, encontrei o paciente em parada cárdio-respiratória, já cianótico. Imediatamente administramos oxigênio e iniciamos a compressão torácica, na tentativa de reanimá-lo. Lembro-me bem que ouvia Dona Alcione pedindo ao Frei Bruno: Frei Bruno, ajude o Nico! Ajude o Nico! Repentinamente o paciente fez uma expiração profunda, a cor da pele começou a voltar ao normal, o  que para  mim foi uma surpresa.

                     Entre o ocorrido no andar superior, o tempo que a enfermeira estava aplicando a medicação, início da parada cárdio-respiratória, até me procurarem no consultório, foram mais ou menos uns quatro minutos.

                     O que me surpreendeu foi que, ao recuperar a consciência apresentou lucidez, perguntando o que havia acontecido, e se estava tudo bem.       

                     Para mim foi um fato assombroso, como se fosse um milagre.

 

 

  • Depoimento - Walmir Camilo Vetori

                      Hoje vou dar o meu testemunho sobre as graças que alcancei em Frei Bruno, no qual sou muito devoto a ele.

                      Casei-me em 1990 com Terezinha, onde vivíamos muito bem a te que, em 1991 minha esposa ficou grávida do segundo filho, uma menina , quando no sétimo mês de gestação, aparece nos exames que minha esposa havia contraído rubéola e podia deixar seqüelas em nossa filha, aí eu devoto ao Frei Bruno, recorri a ele urgentemente e fiz uma promessa que, se minha filha nascesse com saúde, eu e minha esposa daríamos a ela o nome de Bruna e graças a Deus e a intercessão de Frei Bruno isto aconteceu.

                    Passaram-se dez anos e eu sempre que precisava continuava pedindo e alcançando graças por intermédio de Frei Bruno.Quando em 2001 tive novamente um problema de saúde e agora era comigo, tive deslocamento total de retina no olho direito, aonde vim a perder 100% a visão, ficando totalmente cego, pois eu só enxergava com um olho. Procurei a medicina urgentemente em Curitiba PR, onde precisei fazer três cirurgias no olho direito. Então novamente recorremos ao Frei Bruno, grande servo de Deus, e fiz muitas novenas e promessas a ele onde eu obtive por sua interseção sucesso em minhas cirurgias, sempre acompanhado pelo doutor e professor Carlos Augusto Moreira Júnior, que nada podia garantir, ainda mais no meu caso, quando se tratava de um único olho. Hoje dois anos se passaram e minha vida voltou ao normal, tenho apenas 20% da visão de um único olho.

                        Agradeço ao Frei Bruno, este guerreiro e a Deus principalmente por me dar esta luz da visão de volta.

 

  • Depoimento Maria Colusso

                       Eu fui à igreja Santa Terezinha ver Frei Bruno por que eu queria que ele desse uma bênção para minha filha Zélia que tinha seis anos, então me disseram que ele estava na cama, aí eu disse: mas eu precisava tanto pegar a bênção; então me pediram para eu esperar um pouquinho, derrepente ele veio, mas eu não vi ele caminhar, a porta abriu e ele apareceu, e ele tinha os lábios pretos e as pontas dos dedos também, então ele me disse: eu vou dar a bênção ,mas é pra outra pessoa da sua casa; aí eu falei: A mais doente é esta menina, não tem outra pessoa em casa doente, só o meu marido que está com um pouco de problema no fígado; não, tem outra pessoa; então eu lembrei que tinha o meu filho Cláudio que estava com três anos e todo mundo chamava ele de miudinho, porque ele nem falava, saía pus do ouvido, então eu disse: eu tenho um filho que sai pus do ouvido; esse, esse disse ele, eu até me arrepiei; eu vou dar a bênção para essa pessoa; então ele deu a bênção para o Cláudio, esse que estava em casa e para a menina que sofria de reumatismo e ela estava tomando uma injeção por dia daquelas de benzetacil, sessenta e quatro injeções ao todo, eu parei o tratamento e ela melhorou e o Cláudio eu nunca levei ao médico, eu até me esqueci mais ele começou a falar; foi uma graça do Frei Bruno. 

 

  • Depoimento-Enfermeira I.R.S

  • Caso Antonio Carlo Weiss

I: Eu subi até a clínica cirúrgica, porque eu estava trabalhando na UTI, quando o filho do seu Antonio C. Weiss saiu gritando no corredor, pedindo socorro. Quando eu entrei no quarto o paciente estava preto, aí eu pedi ajuda aos meus colegas, pedi pra trazerem o oxigênio e chamarem um medico, aí chamaram o Dr. Aluar, que estava no hospital, o Doutor fez a massagem cardíaca e nada, ele não voltava.

Ale: Você tem idéia de quanto tempo levou até que chamaram o doutor?

I: Alguns minutos, mas foi rápido, uma correria, foi uma loucura; e a esposa dele havia colocado uma foto do Frei Bruno na cabeceira  e ai ela olhou assim; eu me emociono quando falo disso, porque foi uma coisa muito bonita e ao mesmo tempo triste, emocionante; ela disse assim: - Frei Bruno, salve o meu marido, e ele começou a respirar naquele instante, naquele exato momento, ai saiu aquela secreção espumosa da boca dele, depois disso, graças a Deus ele voltou e até então ele não dava nem sinal. O Dr. Dantas nos perguntou na enfermagem se acreditava – mos em milagre, daí nos falamos que sim, porque realmente foi um milagre o que aconteceu com o paciente.

 

  • Depoimento-  Z.M.V.

            Meu nome é Z.M.V.; eu sou viúva e professora aposentada, trabalhei com o Frei Bruno muito tempo.Quando Frei Bruno chegou aqui nosso trabalho consistia em dar atendimento particular as empregadas domésticas, eu ficava emocionada para assim, organizar o trabalho, a gente vinha pela manhã cinco e meia, seis horas da manhã; assistia – se a Santa missa e dávamos atendimento particular aos problemas que as empregadas domésticas tinham, muitas empregadas eram atendidas, bastante pessoas participavam da reunião. O Frei Bruno ia muito lá em casa então ele me chamava para vir aqui na igreja à tarde,quando eu chegava ali, ele estava rezando o terço, então eu ficava aguardando, aguardando e ele dizia: filha, agora pode ir pra casa, não dizia A nem B, eu não entendia nada de santidade e era bastante impaciente e bem mais nova, eu achava estranho ele me chamar pra ficar rezando o terço e não dizer uma palavra, mas eu continuava a vir toda vez que ele me chamava.

            Quando ele morreu,  eu não estava em Joaçaba, fiquei sabendo no outro mês do acontecido, pois eu estava em Ponte Serrada na casa dos meus parentes, mas alguns dias antes dele morrer, ele me deixou um envelope, que contia orações de Oferecimento do Dia que ele queria que a gente rezasse sempre com as empregadas, só aquela intenção, então até um quadrinho eu fiz da oração que se encontra no museu com a seguinte intenção: “Que todo o cristão tenha um sentir a comunhão com a igreja, ou seja, se a Igreja esta padecendo, você esta padecendo, se a Igreja esta se alegrando você esta se alegrando”, é como viver em família com  a Igreja.

            Naquele tempo eu era professora, trabalhava no interior e naquele ano eu estava trabalhando em Herval D’Oeste na Escola Odilon Fernandes, pra chegar lá era necessário passar por umas trilhas, cheias de lama, de barro, uma miséria! E a escola era sempre fria, sempre gelada, não tinha comida, era um sofrimento trabalhar ali, era pedir pra morrer, longe e sem recurso; chovia dentro da escola e goteiras não faltavam, não tinha fogão pra se aquecer, não tinha uma coisa pra você sentar, se chovesse você passava o dia inteiro molhada porque se molhou no caminho, e eu, precisava trabalhar o dia todo, aí num sábado à tarde eu estava tão desesperada, chorando bastante então pedi a Frei Bruno, olha por caridade, você vai me atender. Eu quero que amanhã eu seja transferida para uma escola aqui da cidade  (Joaçaba), aqui perto de casa e eu chorava  e pensava que louca, amanhã é domingo, que louca amanhã é domingo, mas fiz toda aquela choradeira e pedi chorando, eu estava tão febril não agüentava mais aquilo. Não era como hoje que tem ônibus, tem recursos, naquele tempo não tinha nada, tinha que ir e vir caminhando mesmo, carregada de caderno pra corrigir.

            Então domingo eu voltava da missa às 10:00 horas, a surpevisora de ensino naquele tempo era a professora Zelândia Anzanello, ela me chamou e disse:

-         Zélia, amanhã você começa a trabalhar aqui no Roberto Trampowsky.

-         O quê? O quê?

-         Amanhã você vai começar a trabalhar, você pega uma quarta serie aqui no Roberto Trampowsky.

-         Eu não acredito e comecei a chorar na rua.

-         Nunca vi ninguém chorar porque é transferido pra mais perto. 

E eu chorava aqui no meio da rua lembrando do Frei Bruno, que eu disse que tinha que ser amanhã! E eu não queria esperar para segunda – feira, eu tinha certeza de amanhã, eu quero ser transferida amanhã! só que eu me achava louca porque eu tinha pedido para ser transferida num domingo, e daí comecei a trabalhar. Depois trabalhei sempre aqui no centro agradecendo ao Frei Bruno.   

Tendo sempre a certeza que  Frei Bruno não se faz de rogado. Atendeu meu pedido aflito, no domingo pela manhã – Era tão comovedor! Eu porém, não consegui dar continuidade ao trabalho com

as domésticas. Agora, podia convidá-las para rezar o terço. Não aos sábados de manhã cedo, mas as segundas – feiras às três horas da tarde e rezemos: “Para que todo cristão tenha o mesmo sentir com a Igreja”. E que as empregadas domésticas não deixem de rezar ao saudoso Frei Bruno. 

 

  • Depoimento -Terezinha Inelbe Witkoswski Tratsk

            Meu nome é Terezinha Inelbe Witkowski Tratsk, eu tenho 54 anos, sou casada há 34 anos, tenho três filhos e dois netos e sou de uma família de onze irmãos, meus pais são Bonifácio e Rosa Maria Witkowski. Pôr volta de 1957, na localidade de linha Santa Clara, no antigo Posto Agropecuário, onde hoje funciona a Escola da Prefeitura de Joaçaba Nuperagio, eu morei quase vinte anos naquele local, e aos domingos o pessoal costumava se visitar; no Domingo, 28 de fevereiro, um dia ensolarado de muito calor, nós estávamos brincando na frente do pátio do barracão onde funcionava a Escola do Nuperagio e havia ali um escritório que funcionava a contabilidade, a parte burocrática do posto agropecuário, na época o engenheiro agrônomo chamava-se Joaquim Peixoto Luna e ele andou fazendo algumas benfeitorias, fez um jardim e era muito linda aquela região, enfim que, as mães nos domingos, iam ao terço ou na missa e no entardecer elas iam se visitar, tomar chimarrão uma na casa da outra e nós éramos uma turma de umas quinze ou vinte crianças que brincavam da vida naquele pátio. A Dona Jandira, nossa vizinha, criava vaca de leite, e fornecia leite para todas as famílias da localidade, então os terneiros ficavam presos separados das vacas, quando chegava por volta das cinco horas ela gritava para a piazada:  Vão soltar os terneiros! E a gente ia feliz da vida, porque tinha que passar uma cordinha no pescoço dos terneiros e eles acabavam puxando a gente de arrasto. E aquilo era uma alegria só, enfim, que todos nós, quando ela mandou soltar os terneiros, saímos correndo, e eu como era a maiorzinha, fui na frente e quando fui passar pelo jardim do escritório,  o engenheiro havia feito um jardim, um elevado que parecia com um bolo e aquilo era repleto de violeta, não dessas violetinhas que nós  compramos nos vazinhos, mais daquelas violetinhas de jardim, bem campestre, que tem um perfume inconfundível,  hoje quase não existe mais, talvez no interior alguém ainda tenha, mas aqui na cidade eu acredito que dificilmente alguém tenha a muda daquelas violetinhas; e ao passar na frente desse jardim eu fui surpreendida por uma cobra e eu gritei para as crianças: -  voltem que uma cobra me mordeu, e eu dei mais dois ou três passos em volta daquele jardim, e eu lembro que a minha mãe  estava sentada na varanda, não muito distante de onde eu estava,  e ela percebeu que a cobra havia me picado, mas ela acabou desmaiando porque estava se recuperando de uma gripe muito forte que ela havia pegado; e eu lembro que eu não caminhei 10 metros, a minha vista começou a escurecer, comecei a ficar tonta e volta e meia perdia a visão, isso foi por volta das cinco horas de tarde, e meu pai lembrou que um vizinho, bem distante, tinha aquele remédio que era muito falado na época,  específica pessoa, aí meu pai mandou meu  irmão de 11 anos ir até a casa desse vizinho para apanhar esse medicamento, só que era muito distante, mais ou menos uns 6 ou 7 Km dali, e o engenheiro agrônomo também foi chamado, chegou lá, viu que eu estava passando mal e falou: - eu vou ao cinema; ele sempre vinha ao cinema, na época tinha sessão às 19 e 21 h, eu vou na sessão das nove, aí eu posso levar ela ao hospital; a cobra me picou ai por volta das cinco horas e eles me trouxeram quase nove horas da noite, aí chegando em Joaçaba, não encontravam o médico, porque era Domingo e o médico estava numa sessão de jogo, que na época era no Clube Cruzeiro , até que chamaram ele, e tudo levou mais um tempo. Eu fui internada no Hospital Cruzeiro e eu não tinha mais os sentidos, eu não conhecia ninguém, não escutava ninguém, eu via as pessoas, mas  não sabia quem eram, via só um vulto e fiquei internada nove dias, e eu dei uma pequena melhora entre o quinto e o sétimo dia foi que eu melhorei um pouquinho , que eu consegui comer alguma coisa, só que eu não  saia da cama, eu não podia andar; a minha perna ficou  toda roxa e eu não caminhava porque eu não tinha força pra caminhar, perdi toda força, passei por momentos bem difíceis, e o médico que me atendeu, chamava-se Dr.Onorino Rótulo. Enfim, que eu tinha uma irmã que morava em Herval D’Oeste  na época e eu lembro que naquelas crises a única pessoa que eu tenho lembrança de ver era minha irmã, atualmente ela mora em Curitiba e eu tenho só lembrança dela e  a minha mãe eu não via, só via vultos e o médico, eu via ele quando estava me atendendo porque eu sentia o cheiro forte de álcool, eu não sabia quem era só que tinha cheiro forte de álcool e eu sofri muito, olha, não quero nem que um animal passe o que eu passei, não desejo para ninguém. Aí tive uma pequena melhora e a minha mãe me tirava do quarto do Hospital, assim de tardinha e tinha uma sacada bem no final do corredor e a gente ficava lá naquela sacada, olhando o rio do tigre, que passava ali em baixo, olhando os pássaros, porque tinha muito pardal cantando naquelas árvores e dava para a direção da igreja , ouvia-se o sino tocar de lá e a minha mãe falou pra mim um dia: - Eu tenho certeza que se o Frei Bruno viesse aqui você ia melhorar; ela tinha muita fé no Frei Bruno , mas ela não o conhecia, ela ouviu falar mas não chegou a conhecê-lo, aí um dia aconteceu um acidente e eu não lembro bem qual foi o dia, mas antes disso o Dr. Onorino foi ao quarto de novo e falou para a minha mãe: - Olha, a menina não está melhorando, pelos dias que ela está aqui ela já deveria estar melhor, nos vamos ficar mais um ou dois dias aí eu acho que vou liberar a senhora e vocês vão para casa porque não tem jeito, ela não está melhorando; e eu cada vez pior, minha perna estava arrastando, aí no dia que houve o acidente a minha mãe me esperou dormir, só que ela me avisou: - enquanto você dorme um pouquinho a mãe vai lá ver a criança que faleceu; que era filho de uma conhecida dela e eu adormeci, só acordei porque a moça que levava o alimento entrou no quarto e estava assim entreaberta a janela e ela entrou com uma bandeja de chá da tarde e colocou na mesa e me perguntou:

-         Quer tomar chá? Quer comer?

-         Quero

-         Então levante!

-         Mais eu não posso levantar!

-         Mais ta lá. 

Colocou em uma mesinha no canto do quarto e eu não respondi , uma criança de sete pra oito anos vai dizer o quê, só falei pra ela que eu não podia levantar e ela deixou, encostou a porta e foi embora e eu açodada, olhava para as bolachas Maria mais não podia comer e a minha mãe não tinha voltado ainda, dali a pouco escutei três batidinhas na porta do quarto e pra minha alegria, a hora que o Frei Bruno entrou no quarto, falavam que ele tinha um problema na coluna, então ele tinha uma espécie de calombo   nas costas, no que ele se virou para fechar a porta eu vi que era ele, aí chegou com a bengala e o guarda-chuva desbotado que ele usava e chegou na minha cabeceira, colocou a mão na minha cabeça, me deu a bênção e ele me falou:

-         Eu vou te dar uma bênção e você nunca mais vai sofrer lesão de animal nenhum, você vai ficar liberada e outra coisa, você vai embora amanhã, a mamãe não esta aqui agora mas ela vai voltar, e avisa que amanhã você vai embora, diz pra ela fazer chá de folha de nogueira, você sabe o que são nogueiras?

-         São nozes?

-         É a folha daquela castanha, só que não é a castanha é a folha da nogueira, daquela que dá a castanha. 

Explicou-me direitinho e ele disse: - manda a mãe fazer, você tem que tomar todo dia esse chá. Daí ele me perguntou:

-         Agora você quer tomar o chá?

-         Pode sim, eu vou trazer aqui o chá!

 

Aí ele foi lá na mesa e me trouxe as bolachas e a xícara de chá, se apoiou sentado ao lado da cama me pôs os travesseiros nas costas e aí ele me deu na boca a bolacha Maria e a xícara de chá, ele ficou mais um pouquinho comigo e retornou a falar: - Quando você for embora avisa a mamãe para você tomar o chá da folha de nozes e um cálcio, aí ele foi embora e  a mãe chegou, quando ela entrou, eu percebi que ela estava meio triste  porque afinal ela estava  voltando de um velório, aí me perguntou:

-         Demorei?

-         Não, acho que não, a senhora chegou, que pena porque o Frei Bruno veio aqui.

-         Não você esta enganada!

-         Não era o Frei Bruno!

-         Imagina, você dormiu e sonhou que era o Frei Bruno;

-         Não mãe, o Frei Bruno veio aqui e me disse que amanhã vou sair e vou embora;

-         Será? ...mas não pode

-         Pode mãe, era um velhinho, ele tinha bengala e ele tinha um calombo nas costas!

A mãe assim acreditou, aí mais tarde passou  a enfermeira e a  mãe acreditou, aí mais tarde passou a enfermeira e a mãe perguntou para ela se o  Frei Bruno veio fazer visita aqui no hospital e ela confirmou que ele havia ido visitar todos os pacientes naquela tarde. Quando foi à noitinha o Dr. Onorino foi ao quarto e ele falou para minha mãe:- vou dar alta para sua filha amanhã,amanhã vocês podem ir embora.Isso foi no oitavo dia, então ele passou uma receita para minha mãe e disse:a senhora a leva para casa e cuida em casa, porque tudo que tinha que ser feito no Hospital já foi feito, daqui pra frente não tem mais o que fazer.

Ale: E você já estava boa?

Terezinha: Não estava,porque  eu não caminhava, quase não comia e eu fiquei mais uns quinze dias em casa sem poder caminhar, me colocavam em uma cadeira e me puxavam de um lado a outro, aí um dia, minha mãe tinha uma vaquinha de leite, só que na época não tinha terneirinho ainda, daí quando ela veio de terneiro  minha mãe levantou cedo para tirar o leite da vaca e eu levantei sozinha, consegui sair da cama, e fui, só que eu tive que arrastar a minha perna, e fiquei sentada em um degrau da escada que tinha para descer a  varanda e quando minha mãe me viu sentadinha na escada da casa ela começou a chorar, ela não acreditava, depois daquele dia eu comecei a melhorar, tomei o chá, tomei tudo, só que eu perdi um ano de aula porque em março já começava as aulas e eu não podia ir porque era 06Km de casa, a gente estudava em São Brás, na escola de lá, a minha professora era a Inês Mingori Secchi, ela foi minha professora no primeiro ano, então eu já estaria no segundo ano mais  eu acabava indo dois dias na aula e faltava três,porque era muito longe, e eu ainda estava debilitada, se  não fosse só isso começou a sair furúnculos por toda a minha perna e pelas nádegas: eu tenho sinais até hoje, marcas, eu acho que foi por causa do veneno da cobra, aquilo começou a sair um monte de furúnculos, então, eu não conseguia ficar sentada, eu não conseguia  andar, porque enfebrava tudo, então eu reprovei: eu fui o primeiro lugar no meu primeiro aninho, sempre conto para os meus filhos e para os meus netos que eu ganhei um jogo de xícaras pequenas para chá, cor de rosa, que jamais vou esquecer na vida e para mim aquilo, hoje a gente vai no R$ 1,99 e tem cada coisa linda e as crianças pegam, brincam e depois jogam no lixo e a gente guardava com tanto carinho aqueles brinquedos, cada brinquedo que agente ganhava a gente tinha o maior zelo, as crianças hoje, não ligam para essas coisas.

Enfim que, eu reprovei naquele ano mais em compensação eu recuperei minha saúde, porque, apesar da gravidade do acontecido, eu fiquei sem maiores lesões, porque pude voltar a andar e não tenho nenhum problema físico, porque eu conheço pessoas que  tem problema físico até hoje, eu conheço uma mulher, que foi picada por uma cobra na mão e a mão ficou atrofiada e eu graças a Deus não tive maiores seqüelas, eu sofri muito com o problema dos furúnculos mais em compensação quando passou aquilo eu me recuperei e sempre tive boa saúde e sou muito grata  a Frei Bruno porque eu sei que só estou viva, graças a ele, foi uma graça, uma benção muito grande que eu recebi em vida do Frei  Bruno, então para mim o Frei Bruno é uma benção de Deus,ele tem a minha gratidão,e a minha filha mais velha Carla nunca deixa de fazer novena para ele  porque tudo que ela  pede, ela alcança e eu a mesma coisa,eu vou a cada  dois ou três meses eu faço uma novena então eu vou nove dias, nas segundas-feiras até o cemitério para fazer uma oração sempre especial para ele. Para concluir, o meu pai e o meu irmão, ficaram à procura da cobra, demoliram com o jardim que o engenheiro Joaquim fez, depois ele ficou louco com o meu pai porque ele havia desmanchado com aquele jardim, mais enquanto ele não achou a cobra ele não sossegou ,aí ele acabou encontrando, ela estava, assim, que parecia um rolinho de fumo, depois que meu pai matou,viu que ela era enorme, a cobra era venenosa, jararaca cruzeiro, que chamavam era das mais venenosas que tinha.

 

Descriçao da população sobre Frei Bruno.

Santo, simples, pobre, humilde, zeloso, introspectivo.e caridoso, assim definiam Frei Bruno Linden. Aqueles que tiveram a ventura de conhecê-lo, guardam na memória os feitos que para os jovens parecem inacreditáveis, dado o elevado grau de misticismo de que eles se revestem. São histórias consideradas como verdadeiros milagres, coisas que fogem as raias da compreensão e que somente a fé é capaz de explicar. E necessário salientar que Frei Bruno era uni ser revestido de uma auréola de bondade tal somente admissível cru um pessoa santa na mais pura acepção da palavra. Ele viveu para espalhar a bondade e o amor ao próximo, sem nada para pedir. Os que o conheceram lembram perfeitamente da aura de paz que sua figura transmitia a todos, da sabedoria simples, cativante. de suas palavras e do seu carisma, que atraía mais e mais fiéis 

 

Poderes de Bilocação.

Abaixo, citamos fatos que ninguém até hoje consegue explicar, são relatos de voz comum. Descreve um motorista de ônibus que fazia a linha Joaçaba/Luzerna. distante cerca de cinco quilometros do centro da cidade de Joaçaba que em, certa ocasião, ao ver que Frei Bruno se dirigia para o então centro da cidade, parou o veículo e ofereceu "carona" para o padre, que recusou dizendo que não pois tinha pressa de chegar. Pois bem, seguindo a viagem, que não durara mais de 15 minutos, chegando em Luzerna, qual não foi o espanto dele e dos passageiros, ao ver Frei Bruno caminhando calmamente na rua. E, o que dá incredibilidade ao fato, todos afirmam não ter visto nenhum veículo ultrapassar o ônibus.

Relata outro motorista de táxi, que certa ocasião uma meretriz  estava moribunda e pediu um padre; atendendo ao pedido daquela que estava à morte, foi até a igreja e pediu ao Frei Bruno que fosse ouvir a confissão da mulher. Conta então que o padre recusou-se  fazê-lo, dizendo que ela "já tinha companhia". Voltou o motorista  para a casa da mulher e, em lá chegando qual não foi seu espanto ao deparar-se com Frei Bruno, ajoelhado ao lado da cama, ouvindo a confissão da moribunda. Esse motorista também jura que nenhum veículo ultrapassou o seu na estrada...

 

Previsões de Frei Bruno.

* Conta Zília Poletto, que na época era "Filha de Maria" contribuía para a igreja Matriz de Joaçaba Sta. Terezinha, que estava em etapa final de construção e Frei Edgar, então pároco da igreja necessitava de quatorze mil e setenta cruzeiros para pagar os operários; contou sobre a dívida com Frei Bruno, indagando o que ele faria para conseguir dinheiro. Então Frei Bruno com toda sua calma, disse a Frei Edgar que tivesse calma, paciência e fé que conseguiria a quantia necessária até o fim do dia. As 14h, logo após o almoço, se dirigiu à igreja uma mulher, dizendo que tinha alcançado uma graça, ganhando na loteria, e prometera doar um parcela do prêmio à igreja. Ela assim o fez, e o interessante é que parcela doada cobria a quantia para o pagamento da dívida que tanto afligia Frei Edgar, conforme Frei Bruno havia previsto.

Outra vez Zília Poletto estava internada no Hospital Cruzeiro se recuperando de uma operação, quando recebeu a visita de Frei Bruno, sempre prestativo e preocupado com seus fiéis. Chegando no quarto de Zília, brincou dizendo que ela era muito preguiçosa já devia estar de pé. Segurando seus braços, Zília sentiu um sensação de paz, uma energia estranha como se estivesse levitando da cama. Com muita emoção disse Zília, evidenciando o carisma poderes, mistérios que envolvem a vida de Frei Bruno.

personalidade de Frei Bruno trazia mistérios que só a fé explica.

* Arlene relata com muita ênfase um fato que ocorreu em vida e que justifica até hoje sua devoção e crença nos poderes Frei Bruno.

D. Guissa Melotti trabalhava com Frei Bruno na causa das empregadas domésticas. Conta que Frei Bruno costumava visitar sua casa para dar a bênção e algumas palavras de consolo pois D. Guissa tinha um irmão doente. Todos os domingos, em suas caminhadas costumeiras, tinha o hábito de passar para visitá-la. Num desses dias de chuva, como a rua não era asfaltada então tinha barro devido a chuva; quando avistaram Frei Bruno vindo no barro com suas sandálias, pensaram lá vem outra vez aquele padre sujar toda a calçada. Frei Bruno chegou, deu algumas palavras de consolo deu sua bênção e saiu dizendo, "viu só, não sujei nada sua calçada, nem um pouco" e era verdade.

Outro dia, nas habituais visitas de Frei Bruno, a mãe de D. Guissa, viu que Frei Bruno estava vindo e foi correndo tirar o avental, quando ele chegou na casa, disse que não era necessário ela ter tirado, pois ele preferia a mamãe (como costumara chamar as donas de casa) de avental.

* Seu Ademir Pereira, atribui a vida de sua filha a um milagre de Frei Bruno. Sua mulher grávida, portadora de toxoplasmose, foi avisada pelos médicos do alto risco da gravidez e dos possíveis problemas ao bebê, causados pela doença da esposa de Ademir. Os médicos sugeriram um aborto, pois o bebê nasceria com deformidades, mas Ademir e sua mulher não aceitaram. Foram até a imagem de Frei Bruno, fizeram uma promessa para o nascimento perfeito da criança e alcançaram essa graça pois sua filha, hoje viva em perfeito estado, nasceu, como Ademir afirma, através de um milagre do Frei Bruno.